Diário de leitura: Dom Casmurro, Machado De Assis #2

escrito por ♡ setembro 10, 2017


Finalizei a leitura de Dom Casmurro e estou sentindo um orgulho próprio, porque esse livro estava na minha estante há um bom tempo, aguardando para ser lido e, finalmente, eu vou poder fazer parte do grupinho dos que leram o romance. Apesar d'eu achar que esse grupinho discute bastante sobre adultério, quando eu acho que o tema central desse romance seja outro. Deixemos esse papo para a resenha que farei do livro. Sim, eu sei que existem mil resenhas de Dom Casmurro, bem como outras mil análises, porém, eu não poderia deixar de relatar a minha experiência de leitura. Não é? Tenho esse direito.

Eu vou me poupar e falar sobre as últimas impressões que tive ao final desse romance psicológico de provocar mind-blowing por onde passa.

(eu amo esse gif)

– críticas, muitas críticas: de onde Machado de Assis tirou tanta crítica para escrever essa obra? Não sei, mas o tanto de críticas que ele fez não é brincadeira. O autor critica o casamento, critica os românticos por inserir um triângulo amoroso inédito, critica as atitudes humanas tomadas por aparências, critica a Igreja e por aí vai. É crítica que não acaba e eu provavelmente vou machucar meus dedos de tanto escrever sobre isso hoje à noite;

narrativa que tem capítulos divididos entre memórias e um pouco de realidade, principalmente no começo, depois é mais memória sobre o tempo em que Bentinho estava com Capitu;

Machado de Assis me fez perceber que eu preciso DESCONFIAR MAIS do que eu leio, se eu não tivesse lido textos de apoio, eu provavelmente acreditaria que Capitu traiu Bentinho, mas a partir do momento que eu comecei a desconfiar dos fatos (ou seriam devaneios?) apresentados por Bentinho, pude entender o quanto eu NÃO poderia confiar no que eu estava lendo e, principalmente, não poderia confiar nesse narrador-personagem que nos apresenta acontecimentos apenas e somente a partir da visão DELE;

Capitu. Que personagem, viu. Que mulher. Uma das personagens mais intrigantes da história inteira e devo falar que: tô do lado dela. Fangirl intensifies, mas tô controlando os feels.

humor machadiano: aquela narrativa tensa que vai se desenvolvendo mas que não sufoca nem um pouco o leitor por motivos de: ironia.

– muitas vezes me peguei pensando se o que eu tava lendo era um romance psicológico ou um julgamento e eu descobri que é, na verdade, os dois.

Só queria dizer que venci na vida, pensei que nunca conseguiria ler esse clássico, mas consegui e estou bastante orgulhosa de mim. Não foi fácil, mas se tornou um dos meus livros favoritos. Vou explicar mais sobre isso na resenha, vou ficando por aqui, porque ou eu falo tudo ou eu fico sem pauta para o próximo post. 

Até mais.

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3 comentário(s)

  1. Oi, Amanda!
    Capitu, que mulher, né não? Com seus olhos de ressaca... haha
    Eu sou apaixonada nesse livro e só não é meu preferido da literatura brasileira, porque O Cortiço me pegou e levou me coração embora haha
    Até hoje fico analisando os devaneios de Bentinho e tento descobrir se Capitu o traiu ou não, acredita? Queria muito que alguém viesse e me falasse que traiu ou não traiu hahaa
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  2. Nunca li o livro... Agora fiquei curiosa pra saber sobre esse romance e essas criticas que o autor tanto faz...

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  3. Oi tudo bem?
    Nunca li esse livro o que eu tenho um pouco de vergonha de admitir mas fiquei curiosa para ler esse clássico depois da sua resenha e espero vencer na vida assim como você haha.

    Beijos

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