TAG: Acumulador de Livros

escrito por - agosto 17, 2017
TAGs ou memes são alguns dos posts que eu mais gosto de fazer, acho que assim é mais fácil compartilhar qualquer experiência e jogar overshare sem vergonha. A Moni do Leitora Cretina me marcou nessa TAG e hoje eu decidi responder as sete perguntinhas. 


1. Acumulador - Qual livro que você deveria se livrar, mas por alguma razão não consegue? (Orgulho de ter lido? Foi presente? Ainda quer ler? Tem algum laço afetivo?).
Eclipse. Nossa, o livro está tão acabado que não sei o que fazer com ele, na verdade, eu não tenho nenhum tipo de ligação com ele, eu nem tenho o resto da série. Então ele está há um tempo abandonado na última prateleira da minha estante. Ele vai para algum sebo em breve, juro.

2. Colecionador compulsivo – Qual livro ou edição você sonha em ter? (livro raro, autografado, primeira edição).
Anna Kariêninaporque sou louca pra ler esse livro gigante e logo agora ele foi lançado numa edição lindíssima pela Companhia das Letras. (Veja aqui.)

3. Caos confortável – Qual livro da sua estante foi o mais acolhedor?
Fahrenheit 451. Se tornou um dos meus livros preferidos da vida. A cada página que eu lia, mais me identificava com alguns personagens e o final foi de tirar meu fôlego, mesmo que não aconteça as mil reviravoltas, é um livro bem cativante. Pelo menos, me conquistou muito. No final, um dos personagens fala coisas que me fizeram sentir compreendida, sabe? Por isso o considero acolhedor. De vez em quando até volto pra reler as partes que mais me marcaram.

4. Nostalgia – Qual a história interessante que você teve com algum livro que tem na estante?
O Meu Pé de Laranja Lima. Não é uma história tão interessante. Foi o primeiro livro ~longo~ que eu li. Ele tem poucas páginas, mas quando eu tinha uns 9/10 anos ele era o meu livro gigante. Foi um dos primeiros que minha mãe me deu. Sou encantada pela história desde sempre, até hoje é um dos meus preferidos.


5. Não toca nas minhas coisas! – Qual livro você não gosta de emprestar ou tem medo de perder?
David Copperfield. É um livro que me dediquei para comprar, sabe? Economizei e tudo, daí ficaria muito chateada se eu emprestasse e a pessoa acabasse com ele ou eu mesma perdesse. Por enquanto, ele está sendo bem usado e bem protegido em minha casinha. My precious. 

6. Ansiedade – Qual livro você ficou tão animado pra ler que não quis nem sair de casa?
Mentiras como Amor. Eu pensava que seria um livro todo fofinho, mas na verdade a história por trás é bem pesada. Eu li o livro tão rápido, que só me dei conta de como ele me pegou quando eu tava deitada olhando pro teto, me perguntando como tantas pessoas loucas e controladoras no mundo podem existir. (Leia minha resenha clicando aqui.)

7. Compra no impulso – Qual livro você comprou sem qualquer planejamento?
Dupla Falta. Eu compro muitos livros por impulso. Na verdade, qualquer coisa que eu goste muito. De artigos de papelaria a esmalte preto. Tô tentando parar com isso, sim, e me render ao minimalismo, mas juro que é difícil. O último livro que comprei por impulso foi o Dupla Falta da Lionel Shriver, envolve tênis e aí você me pergunta se eu gosto de histórias que envolvem esportes. E bom, não. Mas nunca se sabe, né.  

Essas são as minhas respostas. Eu sou confusa, né? Acho que sim. Já leu algum desses livros? Indico para todos que queiram responder, é sempre bom apreciar os bons e velhos memes. 

Esse é o primeiro meme que eu respondo no Livros Que Li. Então, obrigada por me marcar, Moni! Confira as respostas dela clicando aqui.

Até a próxima.

Sobre o blog, livros e meus 20 anos

escrito por - agosto 13, 2017
Aquele post, em que antes de começar a escrever, você solta um longo suspiro. É esse. Já queria escrever esse tipo de "desabafo" há um tempo. Logo depois de criar o blog e ele vir ao ar, na verdade. 



O ponto é: percebi que acompanho muitos blogs, tanto literários quanto aqueles mais com cara de diário. Confesso que amo blogs mais pessoais e eu sempre tive vontade de ter o meu, um lugarzinho onde eu pudesse escrever sobre todo tipo de coisa, sobre livros ou qualquer coisa banal no meu dia a dia. Mas sempre surgiu aquele tipo de pensamento "será que as pessoas vão ler? será que vão me responder, interagir? será que vai dar certo?", só que esse tipo de delírio (que eu chamo assim mesmo) sumiu por motivos de:

1. Whatever. Desde que antes de postar uma coisa você pense nos efeitos daquilo que você escreveu, se vai ofender alguém ou não (o que é super importante), por que não fazer algo que pode te fazer bem?
2. O meu objetivo principal não era transformar o blog em literário, então por que eu estou fazendo isso?  Por que eu me preocupo tanto em falar sobre livros e menos sobre mim?
3. Ok. Eu não escrevo pra falar com as paredes.  É claro que eu quero que as pessoas leiam o que eu escrevo, mas se não lerem/comentarem: okay, tá tudo bem. Passemos para a próxima, vida que segue.

E isso é algo que eu tô tentando praticar. Eu completei 20 anos em julho deste ano, não que isso seja super importante para a história da humanidade, mas cara: eu tenho 20 anos. É aquele momento em que eu penso o que eu tô fazendo da minha vida. Não que eu não tenha pensado isso mesmo antes dos 20, mas tanta coisa aconteceu que eu não consigo não pensar o que sou e para onde vou? É essencial se sentir bem consigo mesma, algo que não tô sentindo agora por diversos motivos, mas escrever sobre mim, sobre livros, sobre o universo e tudo mais me faz querer continuar e não entregar o meu resto de sanidade aos pensamentos negativos. Persistir, é isso o que eles dizem, que eu tô tentando fazer.

Dentro disso entra o blog, a literatura e música: três coisas que estão me fazendo muito bem. Sabe, gastar minhas poucas horas pensando no que escrever pra postar aqui depois, fez com que as férias ficassem mais divertidas (cof cof mesmo que eu tenha passado as benditas sem fazer nada de mais produtivo que isso cof cof). Então, no fim de tudo, acho que é o que tenho que fazer: trazer um pouco mais de mim pra cá. Por que não?


Falando nessa coisa linda chamada férias, literalmente, hoje é o meu último dia de relaxamento mental e o começo de artigos, trabalhos, textos, aulas com professores malucos e estresse diário. Dá pra entender o quanto eu vou precisar desse blog nesse período? E parece que, a cada dia que passa, eu fico mais doida com as pressões dentro da universidade, algo que é difícil pois: ansiedade. Já tava difícil sem ela, imagina com.

CHEGA de todo esse assunto, porque assim eu não esgoto minha cota de shit posting e deixo o resto para os próximos dias, né não?

Overshare, a gente se vê por aqui. 

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Quer conhecer mais bloguinhos pessoais que fazem um mix de coisinhas diárias + literárias? Pois segura essa: