Sobre o blog, livros e meus 20 anos

escrito por - agosto 13, 2017
Aquele post, em que antes de começar a escrever, você solta um longo suspiro. É esse. Já queria escrever esse tipo de "desabafo" há um tempo. Logo depois de criar o blog e ele vir ao ar, na verdade. 



O ponto é: percebi que acompanho muitos blogs, tanto literários quanto aqueles mais com cara de diário. Confesso que amo blogs mais pessoais e eu sempre tive vontade de ter o meu, um lugarzinho onde eu pudesse escrever sobre todo tipo de coisa, sobre livros ou qualquer coisa banal no meu dia a dia. Mas sempre surgiu aquele tipo de pensamento "será que as pessoas vão ler? será que vão me responder, interagir? será que vai dar certo?", só que esse tipo de delírio (que eu chamo assim mesmo) sumiu por motivos de:

1. Whatever. Desde que antes de postar uma coisa você pense nos efeitos daquilo que você escreveu, se vai ofender alguém ou não (o que é super importante), por que não fazer algo que pode te fazer bem?
2. O meu objetivo principal não era transformar o blog em literário, então por que eu estou fazendo isso?  Por que eu me preocupo tanto em falar sobre livros e menos sobre mim?
3. Ok. Eu não escrevo pra falar com as paredes.  É claro que eu quero que as pessoas leiam o que eu escrevo, mas se não lerem/comentarem: okay, tá tudo bem. Passemos para a próxima, vida que segue.

E isso é algo que eu tô tentando praticar. Eu completei 20 anos em julho deste ano, não que isso seja super importante para a história da humanidade, mas cara: eu tenho 20 anos. É aquele momento em que eu penso o que eu tô fazendo da minha vida. Não que eu não tenha pensado isso mesmo antes dos 20, mas tanta coisa aconteceu que eu não consigo não pensar o que sou e para onde vou? É essencial se sentir bem consigo mesma, algo que não tô sentindo agora por diversos motivos, mas escrever sobre mim, sobre livros, sobre o universo e tudo mais me faz querer continuar e não entregar o meu resto de sanidade aos pensamentos negativos. Persistir, é isso o que eles dizem, que eu tô tentando fazer.

Dentro disso entra o blog, a literatura e música: três coisas que estão me fazendo muito bem. Sabe, gastar minhas poucas horas pensando no que escrever pra postar aqui depois, fez com que as férias ficassem mais divertidas (cof cof mesmo que eu tenha passado as benditas sem fazer nada de mais produtivo que isso cof cof). Então, no fim de tudo, acho que é o que tenho que fazer: trazer um pouco mais de mim pra cá. Por que não?


Falando nessa coisa linda chamada férias, literalmente, hoje é o meu último dia de relaxamento mental e o começo de artigos, trabalhos, textos, aulas com professores malucos e estresse diário. Dá pra entender o quanto eu vou precisar desse blog nesse período? E parece que, a cada dia que passa, eu fico mais doida com as pressões dentro da universidade, algo que é difícil pois: ansiedade. Já tava difícil sem ela, imagina com.

CHEGA de todo esse assunto, porque assim eu não esgoto minha cota de shit posting e deixo o resto para os próximos dias, né não?

Overshare, a gente se vê por aqui. 

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Quer conhecer mais bloguinhos pessoais que fazem um mix de coisinhas diárias + literárias? Pois segura essa:

Para Educar Crianças Feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

escrito por - agosto 10, 2017
Título: Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 96
Ano de publicação: 2017

Para comprar: (R$ 11,90 + amazon)

Para educar crianças feministas é um livreto, escrito por Chimamanda Ngozi Adichie, autora de Americanah e palestrante de Sejamos Todos Feministas, que logo depois foi transformado em livro também.

A Chimamanda escreveu o manifesto em questão quando uma amiga de infância, chamada Ijeawele, a perguntou sobre o que fazer ao criar sua filha, Chizalum, como uma feminista. A própria escritora achou que seria uma responsabilidade e tanto escrever sobre o tema, mas decidiu fazer isso através de uma carta que contém alguns conselhos/sugestões com base em suas reflexões e constatações.

“A primeira é a nossa premissa, a convicção firme e inabalável da qual partimos. Que premissa é essa? Nossa premissa feminista é: eu tenho valor. Eu tenho igualmente valor. E ponto final.”

É um livro rápido, mas muito bem pensado e traz questionamentos essenciais tanto para quem é mãe como para quem não é. A Chimamanda diz logo no início que é “moralmente urgente” (e eu gostei de como ela usou essas duas palavras juntas) termos essas conversas com os filhos, pais e a sociedade em geral, porque só assim poderemos “preparar um mundo mais justo para mulheres e homens”. O que é verdade! Afinal, quantas vezes nos deparamos com situações e comportamentos que nos fazem pensar em como a boa e velha educação de berço poderia mudar ou pelo menos ajudar a mudar o que temos de mudar. Aplicando-se tanto ao machismo quanto a preconceitos, desigualdades e exclusões.

É através desse manifesto que a escritora e pensadora Chimamanda traz novos conceitos e derruba algumas ideias absurdas da desigualdade de gêneros. A autora estende seus trabalhos não só a um tipo de pessoa, mas vários e é por isso que eu indico este pequeno livro para todos. Leitura leve, clara e significativa.

Posso dizer que, a cada coisa que leio dessa escritora, me sinto mais animada para combater e questionar preconceitos enraizados e, principalmente, me sinto capaz de refletir sobre os mais diversos assuntos.