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15.4.18


Na última semana, aconteceu um fato triste que deixou minhas vibrações bem baixas. Sim, eu sou  (ou passei a ser) dessas que acredita em vibrações, como elas se relacionam com o universo e como tudo isso afeta o presente e o futuro, respectivamente. 

O fato era: se esse mesmo fato tivesse acontecido há três meses, eu provavelmente iria me afundar nele e não sairia por medo, ali ficaria. 

O fato é: não sou mais do jeito que costumava ser e isso é uma vitória pra mim. Não que o meu modo de encarar as coisas agora acabou com minha ansiedade e/ou baixa autoestima, mas ajudou a equilibrar as coisas aqui dentro. Eu vejo esses momentos tristes, apenas agora, como uma forma de me organizar, de ser alguém, de crescer e aprender com tudo, dar valor a tudo como algo que vai me acrescentar. Aprendi a ver a tristeza como um momento e a vida é feita de momentos, sejam eles bons ou ruins, faz parte e continuará fazendo enquanto eu estiver aqui. O universo está comigo, eu não estou sozinha, você não está sozinho. 

Esse não é o assunto do post, mas é sempre bom esclarecer as coisas, porque a música é uma das minhas formas mais eficazes de combater as vibrações baixas, as semanas ruins, o inferno astral ou whatever you wanna call it. Então, pensando nisso, vou me deixar essa playlist pra terceira semana de abril (ou o mês-montanha-russa-de-sentimentos).

Vai ser uma espécie de throwback, porque lembro de ouvir algumas dessas músicas lá em 2014. Pra lembrar que, se eu sobrevivi àquele ano, eu posso caminhar e continuar sobrevivendo à muitas outras coisas. 

"Shouldn't need to be so fucking hard
This is life on earth
It's just life on earth
It doesn't need to be the end of you, or me
This is life on earth
It's just life on earth." 

(snow patrol.life on earth.2018)

Ilustração no ínicio do post: Jeannie Phan.


Tem umas vezes que sinto vontade de sair de casa e correr, deixar a porta aberta, sem medo gritar, gritar muito e eu sei que isso é normal. Eu quero me libertar, eu quero ser livre e não me iludir com a falsa sensação de liberdade que os 20 anos traz. Eu quero me sentir em paz e viva, feliz com o que tenho e com o que não tenho, eu não quero mais mascarar os sentimentos, eu quero falar sobre eles abertamente sem ter vergonha da expressão facial e dos comentários. Eu quero falar com minha avó, quero dizer 'eu te amo' pros meus pais e perdoar meu pai verdadeiramente, eu quero chamar o meu amor e dizer o quanto nós somos sortudos por ter um ao outro, por nos sentirmos confortáveis do nosso jeito. Eu quero festejar com meus amigos, quero sair tarde da noite e não sentir medo de ladrão nenhum. Eu quero, eu sou fruto do que quero e tenho e não tenho. Meu nome não é o meu nome, eu não nasci no dia 1 de julho, esse dia não me pertence, 1997 nunca existiu, eu existo muito antes antes disso. Muito antes de decidir crescer e expandir, e avisar e surpreender. 

Entendeu?



A gente é tão forte e não sabe. E é a ignorância que muitas vezes nos deixa afundar.

Na imagem: a Terra, o pálido ponto azul aos olhos de Voyager.
2.4.18



Eu quase nunca gostei do modo torto como me jogo no sofá pra digitar mais algumas irrelevantes coisas que passam pela minha cabeça, quando não tenho absolutamente mais nada pra fazer além de dormir e prefiro continuar sem dormir. A rotina te obriga a fazer coisas absolutamente acomodativas, me peguei pensando no que eu gostava de fazer e quase não consegui lembrar. Se lembrasse, não iria querer voltar a fazê-las, de qualquer forma. O que eu quero é dormir e dormir, acordar me sentindo seca e atropelada por um caminhão, que acorde de fome ou por simples susto. Daí pensam "mas que mórbido" e sim, é muito mórbido, não é nada como a vida do instagram, facebook e afins, porque a vida é assim: cansativa e num momento, é simples, você precisa descansar. Você precisa recomeçar e o recomeço nem sempre é bom.


Lembrede do The Rock.
De: mim
Para: mim




Arte: Ito Takashi (Japanese, 1894-1982) - Charcoal-Making at Towadako
1.4.18


Que hiatus, hein?! Nossa, aqui tem tanta teia de aranha que o mais normal seria sair correndo, mas sorte que amo aracnídeos. Eu sei que quase sempre começo posts assim com um "tanta coisa aconteceu..." mas realmente, MUITA coisa aconteceu. Dentro e fora. Incrível como a vida tem dessas. Isso eu espero contar detalhadamente nos próximos dias, sabe o porquê? 

Vamos ao ponto. Durante o mês de abril e agosto, normalmente (quase sempre como uma celebração) ocorre o famoso BEDA (uhu!) – Blog Every Day in April, quando parte da blogosfera se une para escrever o que quiser durante um mês, sem perder nem sequer um diazinho. Olha só no que tô me metendo, né. É a primeira vez que estou tentando fazer isso possível e eu só quero muita sorte e autodomínio para concluir essa tarefa. 

No mais, deixo um gif de Friends porque foi essa série que me manteve viva no mês de março. 

<3
Arte no início do post: Zeshin SHIBATA / 柴田是真 (1807 - 1891)
10.2.18


Dora é uma advogada, que mora em Curitiba e trabalha em um escritório de advocacia. Ao se dirigir a residência de um cliente, em uma região erma nos arredores de Campo Largo, o veículo de Dora fica sem gasolina e ao sair do carro para tentar chegar a audiência a tempo, se deparou com um homem baleado caído na rua, ele parecia estar morto, mas se mexeu e falou com Dora.


" - G-Gilda... Gilda não morreu... Gilda está viva e ainda pode estar correndo perigo..."


O homem lhe entregou um bilhete com o endereço da Fazenda Malvezzi, e ao buscar ajuda e retornar para o local onde o homem estava, Dora não encontrou o corpo.

Mas o livro não começa com Dona, e sim com Carina, viúva de Artur, filho de Geremias, milionário e dono da Fazenda Malvezzi. Carina, logo no começo do livro, mostra seu plano mirabolante para ficar com a herança de Geremias. Ela estava grávida de Artur, mas perdeu o bebê e omitiu este fato da família, conseguindo, com a ajuda de seu amigo José Mauro, fingir uma gravidez, e forjando um parto contratando Maristela, uma moça pobre que estava grávida também. Carina combinou com Maristela que fingiria que o bebê Gabriel fosse seu filho por um tempo e quando o bebê herdasse a fortuna de Geremias, simulariam a morte dele para que Carina ficasse com toda a bolada sozinha.

Geremias Malvezzi está internado em um hospital, em coma e com grandes chances de não sobreviver.

Ao chegar na fazenda, procurando esclarecer o ocorrido com o homem baleado, Dora se depara com José Mauro, que esteve envolvido com Dora em uma história nebulosa do passado, o qual não é esclarecido no começo do livro. Mas Dora usa José Mauro como desculpa para ficar hospedada ali na fazenda, combinando com ele que diria as pessoas que era sua namorada.

Dora percebe também, que Carina não é a única que estava morando ali na fazenda tentando tomar algum tipo de vantagem com o coma de Geremias.

Morava ali também, Esmeralda, uma suposta sobrinha do milionário, que chegou ali dizendo ser sobrinha dele quado ele ainda não estava internado, fato que ele aceitou sem questionar, o que gerou suspeitas em todos que moravam na casa.

Após conhecer os habitantes da fazenda, Dora começa a questionar cada um sobre quem seria Gilda, se alguém a conhecia, mentindo ser uma amiga dela, e aos poucos vai conseguindo informações sobre Elizabete, uma mulher que fora assassinada na lagoa da fazenda 30 anos atrás.

Mas Elizabete não era a unica a ser assassinada naquela fazenda, anos mais tarde Artur, marido de Carina, também fora atacado e morto nas ruínas onde Elizabete costumava morar, e como se não bastasse, uma mulher que se apresentou como Maria Giacomi havia aparecido na fazenda antes de Geremias entrar em coma, e simplesmente desaparecido, sem nenhuma explicação.

Muitos mistérios rondam a fazenda Malvezzi, bem como, aparições sobrenaturais de Elizabete na região, que acaba se comunicando algumas vezes com Dora, que ao que aparenta, já possuía outras experiências com contatos com fantasmas.

Ao desenrolar da história, muitos outros mistérios começam a aparecer, e coisas estranhas acontecem o tempo todo, e assim como Dora, outros moradores da fazenda começam a se preocupar com tudo, e todos os personagens acabam se envolvendo, de alguma forma, nas investigações dos fatos ocorridos no local.

MINHA OPINIÃO

Gostei bastante do livro, achei muito bem desenvolvido, a escrita da autora é sensacional, muito bem feita e muito bem elaborada.

O livro é todo narrado em terceira pessoa e podemos saber o que cada personagem está pensando por cauda disso, o tempo todo temos o ponto de vista de um personagem diferente.

Apesar de grande, o livro não é difícil de ler, eu acabei demorado um pouco para ler ele, mas quando pegava para ler, sempre lia várias páginas, pois há muitos diálogos, e as páginas são amarelas (graças a Deus), facilitando a leitura. Eu particularmente amo livros com páginas amarelas, pois não forçam minha vista.

A única coisa que achei estranho foi Dora ver fantasmas, eu não esperava que isso acontecesse, mesmo com a capa do livro demonstrando algo meio cabuloso, eu não imaginei isso, talvez eu que tenha sido desatenta. Mas a autora soube dosar muito bem essa parte, e não exagerou em nada.

O desenrolar da história ficou muito bom, com vários personagens fica difícil saber quem seria o culpado por vários acontecimentos na fazenda e gostei muito quando chegou o momento das revelações. 

Na verdade existem acontecimentos e pequenas revelações e desconfianças durante todo o livro, o que torna muito gostoso de ler, não encontrei nenhum momento parado, aqueles que quase todo o livro tem, antes de finalmente começar a aventura.

Assim como Conto dos Dragões, que já resenhei aqui, este livro se passa no Brasil e na verdade bem aqui no Paraná, perto da cidade que eu moro, achei isso bem legal!

Eu indico esse livro para todos os amantes de crimes e mistério, ele tem uma dosagem perfeita dos dois gêneros.

DADOS DO LIVRO:


Título: Gilda Não Morreu
Autor(a): Caroline Demantova
Editora: Talentos da Literatura Brasileira
Adicione à sua estante: Skoob 
Compre: Amazon
Classificação: 



29.1.18


A realidade não é algo fácil de narrar. Talvez pela quantidade de peculiaridades e individualidades de cada ser que respira. É difícil compreender cada caminho que a sociedade pode trilhar e esse é um dos temas perceptíveis na obra de Wélcio de Toledo. Conhecendo o cotidiano de vários personagens nos seis contos do livro com cada um deles tendo seus pontos fortes, podemos descobrir e apreciar um pouco da literatura nacional.


Abordando o cotidiano, além de tudo, dentro de suas histórias, Wélcio conseguiu transferir os mais diversos sentimentos em todas as falas. Sejam eles a fúria de pessoas comuns que dedicam suas vidas para luta de direitos, sejam pessoas que já travam outra guerra, a contra os desejos irreprimíveis ou medos insuperáveis, todos os personagens têm a sua fortaleza e recebem sua devida atenção dentro das seis histórias.

Narrativas leves e transparentes, que podem até ser muito associadas ao cotidiano. Tudo isso narrado com uma escrita fluida e, muitas vezes, poéticas. Talvez esse seja o maior ponto positivo de 'Rosa como o bico do meu peito', o escritor soube transformar o comum em bonito e digno de apreciação.


MINHA OPINIÃO

'Rosa como o bico do meu peito' é um livro de contos escrito por Wélcio de Toledo, autor muito envolvido em causas sociais e de militância. Wélcio também é poeta e isso que me chamou mais atenção antes de ler seu livro, fiquei mais curiosa ainda para descobrir como ele escrevia em prosa.

A leitura foi surpreendente, o autor narra o cotidiano de forma esplendorosa e ao mesmo tempo real. Li o livro praticamente todo nas minhas viagens de ônibus e por vezes senti que a narrativa e os personagens poderiam estar bem ali do meu lado. As histórias sempre me davam o tempo certo, o tempo de parar e olhar ao redor para notar as pessoas que estavam comigo. 

Descrevem o livro como "não-panfletário" e é verdade, Wélcio não quis colocar uma moral ao final de cada conto, pois não era necessário, a história dava o seu recado por si só, comove e atiça a mente do leitor.

No mais, indico 'Rosa como o bico do meu peito' para pessoas que procuram narrativas breves e fluidas, mas que ao mesmo tempo conduzem à reflexão. É uma boa opção também para quem quer apoiar autores e editores nacionais!


DADOS

Título: Rosa como o bico do meu peito
Autor: Wélcio de Toledo
Editora: Penalux
Número de páginas: 116
Ano de publicação: 2017
Para comprar: (R$ 35,00 | LOJA PENALUX) | CLASSIFICAÇÃO: 





16.1.18


Mariane é uma estudante universitária, que leva uma vida comum, na cidade de Jundiaí, interior do estado de São Paulo. Certo dia, após ter um sonho bastante diferente envolvendo dragões, Mariane recebe um telefonema misterioso, de um rapaz que a princípio não quis se identificar. Mais tarde, nossa personagem principal acaba se encontrando pessoalmente com o rapaz do telefonema, Andrey, que aparece em um supermercado de forma estranha para ela, e depois, começa a estudar em sua sala, na universidade, esquisitamente na semana de provas, fato que faz com que Mari desconfie do rapaz.

Mariane, corajosa, acaba indo tirar satisfação com o jovem, e com o tempo, os dois acabam se aproximando, mesmo que a apresentação deles tenha sido estranha, Mariane se sentiu estranhamente atraída pelo garoto de cabelos avermelhados.

“- Segredo, - Quem quer que fosse, estava rindo. Era uma risada deliciosa e agradável. – Foi você quem sonhou com dragões, não foi? – A voz havia adquirido um tom mais suave”

Quem não gostou nada da aproximação dos dois, foi o amigo de Mari, Matheus, que sempre escondeu seus sentimentos especiais por ela, e se preocupa com a amiga.

“Matheus o vira tendo uma conversa estranha com a amiga e os ouvira combinas de saírem juntos à noite. E recordar-se do fato não o ajudava a se controlar”

Andrey acaba revelando sua identidade verdadeira a Mari, expõe a ela que é um dragão e vinha de outro planeta. Revelação que acaba chocando Mariane, e deixando-a confusa em relação aos seus sentimentos, pois como uma humana poderia se apaixonar por um dragão?

Ao desenvolver da história, somos apresentados também a uma outra espécie, os Giants, criaturas bizarras que, ao descobrirem que os dragões estavam vivendo na terra, decidem partir para o planeta com a intenção de enfrenta-los, sendo seus terríveis rivais.

Giulian, o rei dos giants, chega a terra com uma estratégia. Buscar aliados nas forças militares do Brasil, com o objetivo de colocar as pessoas contra os dragões e conseguir apoio das forças armadas dos humanos.

Em meio a história, vemos muita magia, amor e surpresas. Uma delas, sem dar spoiler, é que até mesmo Matheus, o amigo de Mari, é uma pessoa especial, e nunca fora apenas um humano comum.

Mais a frente, recebemos também, uma explicação bastante interessante sobre o motivo de Andrey ter se aproximado de Mariane, que não foi simplesmente por acaso que ele ligou para ela e buscou conhecê-la.

Será que um amor consegue nascer em meio a grande tempestade e guerra que começa a ser formada entre os dragões e os giants? Mariane tem uma escolha muito difícil ao ver o seu mundo virar de ponta cabeça ao conhecer Andrey, e ver que o que pensava ser apenas um conto de fadas, era na verdade muito real e surpreendente.

MINHA OPINIÃO

Preciso começar dizendo que me encantei pelo universo criado pela autora. Não li muitos livros de fantasia escritos por um autor brasileiro, nunca me chamou a atenção, mas esse livro me ganhou.

A história é rica em detalhes, momentos, sentimentos e etc, são todos muito bem narrados, o que torna a leitura mais gostosa para imaginar o acontece ali, com nossos personagens.

Algo que chamou bastante minha atenção foi a aparência dos personagens “especiais”, como por exemplo os giants, que possuem características bem diferente quando estão na sua forma natural, não humana.

Como o livro é narrado em terceira pessoa, enquanto lemos, núcleos de outros personagens vão aparecendo, como o do Tenente Nunes, que é a ajuda que Giulian busca em sua estratégia de guerra contra os dragões. O que é algo muito interessante de se ver, uma realidade acontecendo, pois sempre que leio livros de fantasias, tipo de vampiros, fico imaginando se o governo nunca descobre esses seres de mais de mil anos matando pessoas no mundo?! foi legal ver militares envolvidos.

Falando em vampiros, vi muitas semelhanças do livro com Crepúsculo, como o fato de Andrey ser um cara diferente, apaixonado pela humana, corre muito rápido e também precisa de sangue para renovar suas energias. Claro que nem tudo é igual, mas enquanto eu lia, me lembrei de Crepúsculo, que foi minha paixão de adolescente.

O fato de toda a história acontecer no Brasil é bem interessante, e eu gostei muito de ver os personagens mencionando ou indo a lugares que eu já tive a chance de conhecer, como o Shopping Dom Pedro e a Lagoa do Taquaral. As vezes quando leio os livros dos autores americanos, que se passam tão longe, preciso dar um google e ver o lugar para ter noção das coisas, Crepúsculo mesmo, eu tive que ver como eram aquelas florestas de Forks! 

Infelizmente preciso falar do ponto negativo que encontrei no livro. Eu não me identifiquei com o romance entre o casal. Acredito que tudo começou de forma estranha, pelo menos para mim, se alguém me ligasse dizendo as coisas que Andrey disse a Mariane, eu desligaria na cara da pessoa e ainda faria um B.O. na delegacia rsrs as coisas andam perigosas hoje em dia.

Não sei se foi por causa dessa primeira impressão, mas acabei não curtindo muito os momentos românticos do livro, não gostei da história já começar com Andrey apaixonado por ela sem conhece-la pessoalmente, eu gosto de livros que o amor vai crescendo. Apesar de ser muito bem narrado e detalhado, não consegui sentir aquele entusiasmo gostoso que sentimos quando lemos um livro de romance.

Apesar deste único ponto, todo o enredo foi muito bem bolado e narrado, eu nunca li um livro do tipo “humano” que se transforma em dragão. Sou apaixonada por livros que envolvam dragões, então essa obra foi uma novidade muito gostosa para mim.

A autora ainda possui mais 17 obras não publicadas! Se essa obra já chama muito a atenção, imagina as outras... Eu com certeza leria outro livro dela, pois Conto de Dragões ganhou meu coração!

DADOS


  Título: Conto de Dragões
  Autora: Fabi Zambelli
  Editora: Novo Século
  Número de páginas: 416
  Ano de publicação: 2016
  CLASSIFICAÇÃO: 

14.1.18


Logan e Alyssa são melhores amigos, que se conheceram ainda jovens, quando Alyssa trabalhava como caixa em um supermercado e decide um dia ajudar Logan a pagar por uma simples compra, que o garoto não conseguiu pagar por não tem dinheiro em seu vale alimentação. Eles trocam confidências e se conhecem muito bem, passam anos sendo o pilar um do outro, cada um possui seus medos e fantasmas interiores, mas ambos conseguem mantê-los controlados quando estão na presença um do outro.

"Talvez a escuridão dentro de mim tenha se identificado com a escuridão que existia dentro dela"

Apesar de serem muito diferentes socialmente, sendo Alyssa uma garota rica e filha de uma advogada, e Logan um garoto criado em um bairro inferior e viciado em drogas, um amor acaba surgindo entre eles durante os anos de confidência e carinho um pelo outro. Entretanto, os medos e fantasmas existentes dentro deles acabam abalando a situação amorosa deles em certo momento estória, trazendo uma grande mudança.

"Apesar de jovem, ele aparentava ter vivido cem anos de sofrimento e ter enfrentado conflitos pessoais muito piores do que os da maioria das pessoas."

O livro é dividido em duas partes, a segunda parte passa-se cinco anos após um grave ocorrido envolvendo Alyssa, Logan e seu irmão, Kellan.

Kellan namora a irmã de Alyssa, Erika, que apesar de muito parecida com Alyssa fisicamente, é demasiado diferente dela em personalidade, sendo uma mulher forte e destemida, que chegou a ajudar Alyssa em um momento muito difícil que ela passou em um ponto da história.

Já Kellan é irmão mais velho de Logan apenas por parte de mãe, já que Logan é filho de um drogado, e Kellan é filho de um homem de sucesso. O livro não deixa claro se Kellan sempre morou com o pai ou se mudou-se em certa idade para a casa do pai, deixando Logan morando sozinho com sua mãe. Mas é muito perceptível que Kellan sempre cuidou dos dois, levando alimentos e ajudando de outras maneiras.

O grande problema na vida de Alyssa e Logan são seus pais. O de Alyssa decidiu seguir a carreira de músico e sumiu, deixando claro que não queria qualquer contato com a filha, e o pai de Logan foi mais presente, mas de uma maneira que seria melhor se nunca estivesse, pois espancava Logan e sua mãe, além de tê-los influenciado a usar drogas.

"Mãe, volte para mim. Quando eu a perdi? Ela ficaria perdida para sempre?"

Durante esses cinco anos que se passaram da primeira para a segunda parte do livro. Alyssa e Logan estão separados, e sequer mantém contato um com o outro, mesmo sabendo do sentimento forte que os envolve.

Até que um dia Kellan entra em contato com Logan para convidá-lo ao seu casamento com Erika, que, sendo irmã de Alyssa, com certeza seu amor do passado estaria presente na cerimônia. Diante deste fato, Logan se vê confuso e com medo de ter seus fantasmas de volta quando retornasse a cidade e visse Alyssa novamente. O mesmo ocorre com Alyssa, que novamente teria que lhe encarar Logan, seu amor de juventude. Será que a chama dentro deles ainda queimaria?

"Como alguém poderia estar pronto para encarar seu passado e fingir que toda a mágoa e toda a dor tinham ido embora?"


MINHA OPINIÃO

Fiquei muito animada quando li O ar que ele respira, então fui atrás de outros livros da autora e descobri que existe uma série baseada nos elementos: Ar, Fogo, Água e Terra. E eles estão representados em cada livro dessa série. Mas preciso dizer previamente que eles não são uma sequência um do outro! São estórias diferentes, com personagens diferentes.

Todavia, devo dizer que 'A Chama dentro de nós' me decepcionou muito, pois o primeiro livro da série é tão gostoso que acabei criando muita expectativa com o segundo e, não sei se foi por causa da grande expectativa, mas não me agradou muito o enredo do livro.

O começo me chamou muito a atenção, pessoas diferentes se apaixonando, é sempre assim mesmo, a maioria das pessoas acaba se atraindo por alguém muito diferente, talvez em busca daquilo que não são? Mas quando cheguei a segunda parte do livro, a estória me fez lembrar do livro O Lado Feio Do Amor, não me levem a mal, eu amo a Collen Hoover, mas este livro foi uma decepção para mim.

A estória de um rapaz quebrado que usa uma menina ingênua para sexo, sem expressar sentimento algum, sem querer falar sobre si mesmo, sua história, seu passado, apenas sexo e nada mais, não me atrai nem um pouco e isso aconteceu em certo ponto do livro. Não queria dar spoiler, mas é apenas um ponto negativo que ocorre em um pedaço do livro, nada muito prolongado, contudo foi o suficiente para me fazer criar aversão pelo romance.

Na matade do livro temos uma surpresa muito grande, algo muito importante acontece com um dos personagens, e isso foi a unica razão de eu ter continuado com a leitura do livro, mesmo que a autora não tenha destacado muito este ocorrido com o personagem, eu fiquei curiosa para terminar minha leitura.

Acredito que a autora fez isso com o personagem apenas para criar um drama no meio do livro, já que o romance entre Alyssa e Logan estava enjoativo e bem sem graça, pelo menos para mim, foi muito frustrante ver Alyssa sendo narrada como uma mulher e, na verdade, ter atitudes de uma garotinha submissa e boba.

Apesar desde ponto negativo que destaquei, ainda é empurrando para o leitor cenas românticas entre o casal, fato que não me tocou nem um pouco, após tudo de bobo que eu já havia lido entre os dois.

Minha experiência com este livro foi bastante decepcionante, peço desculpas pela minha sinceridade, mas é importante trazer informações honestas aos leitores. No entanto, acredito que pode atrair outros tipos de leitores, então não deixarei de indicar estre livro, e mesmo com um pouco de medo, adicionei na minha lista de livros "para ler" o próximo livro da série.

DADOS


  Título: 
A chama dentro de nós (Elementos #2)
  Autor: Brittainy C. Cherry
  Editora: Record
  Número de páginas: 322
  Ano de publicação: 2017
  Para Comprar: (R$ 21,80 + Amazon)
  CLASSIFICAÇÃO:  

SINOPSE: Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles.
4.1.18


Ano novo começou e as leituras não param. Posso dizer que comecei 2018 da melhor forma possível: concluindo um livro incrível. Ultimamente, eu tenho devorado ficção científica, é um gênero que eu não esperava gostar tanto e que pode se tornar o meu favorito de todos os tempos. Principalmente, os que são escritos por mulheres, que é o caso de 'O livro do Juízo Final'.


Kivrin é estudante de história e vive no ano de 2054, onde as viagens no tempo já são realizáveis. Existem as máquinas de tempo e um canal pode ser produzido para que certa pessoa viaje facilmente para qualquer ano. Mas é claro que isso acontece com todos os cuidados possíveis, evitando colocar a vida do/da viajante em perigo, por isso eles tomam grandes precauções, cada passo é cientificamente e matematicamente calculado para que não haja desvios tão grandes durante a chegada.

É aí que uma das protagonistas da história se encaixa, Kivrin quer viajar para o ano de 1320, a fim de coletar dados sobre o modo de viver, as construções e os habitantes do pequeno vilarejo. Ela está empolgada para realmente conhecer a Idade Média, mesmo que o ranking de risco dessa época fosse 10. Naqueles anos, além das doenças, havia degoladores e estupradores a solta, ou seja, era um perigo real para qualquer mulher, que eram proibidas até mesmo de se defender. Mesmo sabendo de todos esses perigos, Kivrin não desiste, se entrega aos estudos durante dois anos (ela estuda latim, inglês antigo, costumes, vestimentas e uma porrada de outras coisas) e, finalmente, decide ir. Quando ela chega em 1320, Kivrin se torna Isabel de Bauvrier.

"Faz parte do disfarce, já disse. Eu sou Isabel de Bauvrier, supostamente atacada por ladrões durante uma viagem."

Em outra perspectiva, temos o sr. Dunworthy, o professor de Kivrin, que é quem se preocupa mais com sua aluna e os perigos que ela vai enfrentar se fizer a viagem. Ele se preocupa tanto que chega a irritar muitos outros personagens, afinal, ele se torna super protetor. Considera todas as possibilidades ruins das coisas que podem acontecer com ela. E é até compreensivo, mesmo com todos os cuidados possíveis, é a vida de uma pessoa que está na jogada, não é mesmo? 

O livro tem esses dois pontos de vista, um capítulo para Kivrin e outro para o sr. Dunworthy e é interessante porque temos capítulos sobre o passado e sobre o futuro, já que o professor está no ano de 2054 e Kivrin em 1320.

Connie Willis é uma escritora de ficção científica bem premiada no mundo inteiro, mas eu nem sabia da existência dessa mulher antes de ler 'O livro do juízo final'. E posso afirmar, através da minha experiência com o livro, que a escrita dela é maravilhosa. A cada capítulo lido, eu me senti cada vez mais ansiosa pra saber o destino de Kivrin e a autora consegue criar tudo com tantos recursos reais que é impossível não vibrar com todas as emoções. Connie consegue, ao mesmo tempo, retratar um passado de forma verdadeira, sem romantizações e idealizações, e criar um futuro que não é muito impossível do nosso. Eu consegui me ligar tanto aos capítulos do passado quanto os do presente, porque o desenrolar da história para ambos os lados são bem intrigantes. 


Ela com certeza não conseguiria criar uma história como a de Kivrin sem ter pesquisado MUITO, a Idade Média era repleta de doenças perigosas, como a Peste Negra, e eu nunca me senti tão assustada com uma doença como a que eu vi retratada em 'O livro do juízo final'


Fazia um bom tempo que eu não lia um livro de 500 e poucas páginas em 4 dias, um livro que conseguiu me conquistar desde as primeiras páginas de um jeito tão mágico que fez eu me emocionar em muitos capítulos, de chorar mesmo ao acompanhar a perda de certos personagens importantes... Sabe aquele momento em que você termina um livro maravilhoso e se pergunta o que vai fazer da vida? Pois é, eu tava assim, logo corri para favoritar no Skoob. Sim, uma ficção científica se tornou um dos meus livros favoritos e isso só me deixou com mais vontade de procurar mais mulheres que escrevem nesse gênero. 

Enfim, não vou falar mais dos motivos que me conquistaram, porque certamente seria spoiler, eu só queria escrever essa resenha para a minha leitura não passar em branco. Vocês precisam ler esse livro! Sem se prender ao gênero, porque a leitura não possui empecilhos, na verdade você até se esquece de gênero, de quantidade de páginas, porque a história te puxa de um jeito incrível e te leva, quando viu cê já terminou de ler. 

DADOS

Título: O Livro do Juízo Final (Oxford Time Travel #1)
Autora: Connie Willis
Editora: Suma
Número de páginas: 576
Ano de publicação: 2017
CLASSIFICAÇÃO: 
Para comprar: (R$ 38,20 | AMAZON)

29.12.17


'O ar que ele respira' é um livro narrado por dois personagens, Elizabeth e Tristan, duas pessoas que sofreram uma perda enorme, suas famílias. Começamos a leitura com o ponto de vista de Tristan sendo narrado a alguns dias antes do acidente que matou sua mulher e seu único e pequeno filho. Logo no próximo capítulo, temos a visão de Elizabeth, que perdeu seu marido também em um acidente, entretanto sua narrativa ocorre atualmente, e não antes do acidente de seu marido. Apesar de estar machucada com o ocorrido, Elizabeth ainda tem sua filha, diferente de Tristan, que perdeu seu filho.

A vida dos dois se cruza quando Elizabeth decide finalmente voltar para sua casa, local que havia deixado abandonado desde a morte de seu marido, indo morar com sua mãe.

No caminho de volta, Elizabeth acaba atropelando um cachorro que passou na frente de seu carro, Zeus, que era o cãozinho do filho de Tristan, uma lembrança do amor de sua família.

Tristan trata Elizabeth com muita grosseria, e ela leva o cão as pressas a um veterinário, felizmente o pequeno sobrevive.

Após o ocorrido, acabamos descobrindo que Tristan é vizinho de Elizabeth, mas isso não faz com que eles sejam vizinhos amáveis. Apesar de Elizabeth tratar Tristan com educação, ele a trata com bastante estupidez.

" - Acordando todo mundo porra!
- Tenho certeza que as pessoas da Inglaterra já estão acordadas.
 - Cala a boca."

Apesar da ignorância de Tristan, Elizabeth insiste em manter contato com ele, e talvez uma amizade, pois via algo nele que não sabia identificar, e por fim descobre que era a dor, ela via nos olhos dele a dor que ela mesma via no espelho, em seus olhos.

"Eu não conseguia parar de pensar naqueles olhos tristes. Não conseguia parar de pensar na esposa e no filho dele. Quando eles morreram? Como? Há quanto tempo Tristan vivia esse pesadelo? Eu queria saber mais "

Aos poucos Tristan deixa Elizabeth entrar em sua vida, mas não de uma maneira normal. Os dois começam a se usar para esquecer suas lembranças do passado, ou para lembrar do passado e a partir daí, temos alguns momentos com a narrativa sexual, mas não vulgar.

O amor de Tristan e Elizabeth por seus parceiros falecidos mistura-se pelos momentos vividos um pelo outro, e temos uma grande confusão, que na verdade pode se tornar um grande sentimento. Será que os corações partidos conseguem amar novamente?

MINHA OPINIÃO

Confesso que possuo um preconceito literário chamado "eu julgo o livro pela capa", não sou chegada a livros com pessoas reais estampadas nas capas, existe uma pequena parte do meu cérebro que fica imaginando a pessoa da capa quando estou lendo, e não um personagem imaginado pela minha mente, e eu prefiro a segunda opção.

Mas decidi ler o livro quando vi no stories de um instagram literário, um comentário dizendo "a capa é estranha, mas o livro é bom", então fui na fé.

Nunca li uma resenha sobre este livro, então iniciei a leitura as cegas mesmo, e amei logo nos primeiros capítulos, pois sou apaixonada por livros em que os personagens principais são pessoas "quebradas", que falta um pedacinho do coração delas por alguma razão.

Achei muito chato o Tristan tratar a Elizabeth com a falta de educação que tratou, acho que eu manteria distância de um cara desses, mas depois de um tempo de leitura consegui entender o motivo de tanto stress. Tristan e Elizabeth reagiram de formas diferentes após a grande perda deles.

Também não gosto de livros com narrativa erótica, mas este livro não trás nada vulgar por trás dos momentos sexuais, e sim, sentimentos, o que chama bastante a atenção.

Existem dois momentos considerados pontos altos do livro, onde a narrativa deixa de ser linear, o primeiro ponto, acredito que acontece de forma um tanto exagerada, entretanto, quando cheguei ao segundo ponto, compreendi o motivo de o primeiro acontecimento ter sido daquela maneira.

O final do livro é muito interessante, pois não temos o foco apenas no possível romance entre Elizabeth e Tristan, mas existe outro fato muito importante que ganha mais atenção no desfecho.

'O ar que ele respira' é o tipo de livro que nos surpreende quando encaminha-se à conclusão, mostrando diversos fatos esclarecedores e impressionantes.

Indico este livro para todo o tipo de leitor, pois traz romance, surpresas, revelações e bastante amor. Eu me emocionei em certos momentos!

DADOS

  Título: O ar que ele respira
  Autor: Brittainy C. Cherry
  Editora: Record
  Número de páginas: 308
  Ano de publicação: 2016
  Para Comprar: (R$ 18,81 + Saraiva)
  CLASSIFICAÇÃO:  

SINOPSE: Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.